O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), acaba de divulgar o resultado da balança comercial por município, em relação ao mês de setembro e o acumulado no ano. Os números de Anápolis apontam para um crescimento significativo nas exportações, da ordem de 15,88% na comparação entre o mês setembro desde ano e o de 2008. E de 474,2% no resultado acumulado de janeiro a setembro de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a estatística do MDIC, o volume das exportações feitas através de Anápolis, de janeiro a setembro deste ano somou US$ 62.442.815, contra US$ 10.874.334 em igual período de 2008. Já em relação às importações, embora se apresentem em volume muito superior, houve quedas acentuadas na comparação mês a mês. Em setembro deste ano, o volume de importações foi de US$ 144.897.266; no ano passado, de US$ 170.672.351. Portanto, um decréscimo de 15,10%. No acumulado de janeiro a setembro, a queda nas importações ficou em 11,49%, sendo que o volume de compras internacionais até agora soma US$ 966.985.913, contra US$ 1.092.455.887 de 2008.
O saldo da balança registra um déficit de US$ 904.543.098. Entretanto, não se trata de um dado negativo, considerando que as importações são, em grande parte, de insumos industriais (principalmente matérias-primas para os laboratórios do pólo farmoquímico) e veículos e peças que atendem a montadora de veículos Caoa\Hyundai. Em relação às exportações, o complexo soja é o principal item da pauta das vendas para outros países feitas por Anápolis.
A França, no momento, é o principal mercado de destino da produção goiana que sai de Anápolis, com participação de 28,28%. Em seguida vem o Irã (22,70%), Coréia do Sul (14,58%), Estados Unidos (6,39%) e Eslovênia (4,90%). Quanto aos mercados de origem (importações), a Coréia do Sul, com 55,38% de participação lidera o ranking com folga. A seguir vem os Estados Unidos (13,78%), Suíça (11,81%), Alemanha (4,75%) e o Japão (3,02%).
O presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Anápolis (SIAA), Wilson de Oliveira, que integrou a missão de negócios à China e Rússia, liderada pelo governo estadual, considera os dados positivos, que mostram que Goiás e, especialmente, Anápolis se saiu bem da crise. O setor produtivo está crescendo, segundo ele, não só em quantidade, mas em qualidade. E a expectativa é de que os intercâmbios internacionais possam gerar mais frutos ainda no futuro, colocando Goiás em situação de destaque no Brasil.
Fonte:
Patrícia Oliveira
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Claudius Brito
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