Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176544.html
Estudo da Escap ressalta que impacto da instabilidade econômica global seria maior sobre as mulheres; região concentra o maior número de pessoas no mundo em áreas urbanas e rurais sem acesso a saneamento básico. A crise econômica global pode levar 21 milhões de moradores da Ásia e do Pacífico à extrema pobreza até 2010, com pessoas vivendo com menos de US$1,25, cerca de R$2,30, por dia.
A conclusão faz parte do relatório regional 'Atingindo as Metas do Milênio numa Era Global de Incerteza', realizado em conjunto pela Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico, Escap, e pelo Banco Asiático de Desenvolvimento.
Mulheres
O texto ressalta que a região concentra o maior número de pessoas no mundo em áreas urbanas e rurais sem acesso a saneamento básico, crianças com menos de cinco anos abaixo do peso e indivíduos com tuberculose.
As mulheres seriam as mais afetadas, com salários menores, pouca qualificação e empregos temporários que podem ser eliminados durante períodos de instabilidade econômica.
Segundo o estudo, a crise atual teria provocado a redução da demanda por trabalhadores migrantes e as mulheres representam 2/3 dessa população na Ásia.
Oportunidades
O relatório aponta oportunidades para a recuperação e progressos em relação às Metas do Milênio.A cooperação regional seria um dos incentivos, com importância para o comércio de alimentos e a inclusão de estoques de grãos mantidos por cada país nas negociações.
Outras medidas seriam a expansão monetária e financeira da Ásia para reduzir choques externos, a diversificação dos mercados exportadores e a redução das barreiras comerciais.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York