• Especial saúde da mulher | Secreções, ressecamento vaginal e exame papanicolau encerram série Segunda-feira, 18/11/2019 às 12:54:33

    Weber Witt e Lucas Almeida

     Secreções e ressecamento vaginal foram temas da penúltima matéria da série Saúde da mulher, abordados no sábado, 16, no programa Bate Rebate. De acordo com a ginecologistaLorena Lourenço, o ressecamento vaginal é mais comum no período de menopausa, quando a mulher passa por uma série de alterações hormonais que acarretam mudanças físicas e biológicas.

    A ginecologista explicou que a órgão perde a lubrificação natural deumidade provenientes de glândulas da vagina e do colo do útero. “Pode estar associada à menopausa, mas pode ocorrer também durante o período do pós-parto e amamentação. Assim com o uso de medicações, principalmente os à base de progesterona”, explicou, em entrevista ao repórter Jonathan Cavalcante.

    Secreção vaginal, de acordo com a médica, é importante para a manutenção da flora vaginal e quando há secura, o órgão pode desenvolver micro-organismos que não são próprios da flora e pode gerar odor. “Os sintomas apresentados são incômodos, dificuldade para ter relações sexuais e, eventualmente, coceira”, afirmou.

    O diagnóstico é feito por exame clínico e o tratamento é feito de duas formas. “Se o ressecamento for causado por progesterona, suspende a medicação. Se em decorrência da menopausa, utiliza-se cremes específicos”, explicou, ao esclarecer que nem todo corrimento ou secreção é doença porque a vagina é um órgão naturalmente úmido.

    Exame papanicolau como prevenção do câncer de colo de útero

    Nesta segunda-feira, 18, o jornalismo da rádio São Francisco encerrou uma série de reportagens especiais sobre saúde da mulher. O exame papanicolau foi explicado pelo ginecologista e obstetra Danillo Almeida, como um teste simples e rápido que colhe células do colo do útero para análise em laboratório.

    Com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero, o especialista alertou para que o exame seja feito anualmente a partir do início da vida sexual da mulher. “Se os últimos dois resultados do papanicolau estiver dentro da normalidade, a mulher pode esperar um pouco mais para voltar a realizá-lo”, explicou Danillo.

    Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), só em 2016, mais de 16 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de colo uterino. Para o ginecologista, a doença poderia ser erradicada se as infecções pelo vírus HPV fosse controlada, mas ainda de acordo com o instituto apenas 44% das mulheres detectaram o problema quando ele atingiu um estágio avançadíssimo, que reduz drasticamente as chances de cura.

    Foto: Reprodução